Que o Brasil não é um país dos mais globalizados não é novidade para ninguém (quer dizer, QUASE NINGUÉM - não subestime a falta de informação e atenção ao mundo que cerca certas pessoas).
Mas descobrir que, apesar de ter a 5ª maior população, o Brasil é o 23° maior exportador e 22° maior importador do mundo, foi uma surpresa.
O baixo nível de integração do Brasil ao comércio internacional explica em parte o porquê de pagarmos tanto por bens como roupas, calçados e eletrodomésticos aqui no Brasil. Bem mais, aliás, do que nos EUA (Renda per capita 4,5 vezes mais alta que a brasileira), país que recebe hordas de brasileiros elouquecidos com os preços relativamente baixos de cidades como Miami e Nova York.
Pode-se presumir que pessoas de renda mais alta dispõem da possibilidade de viajar ao exterior ou se utilizar de parentes ou amigos viajando para realizar suas compras. Já aos mais pobres, resta pagar os preços do mercado nacional ou se conformar com o consumo de bens de segunda mão.
É a mão visível do Estado aumentando ainda mais o vão que separa pobres e ricos neste belo país.
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Reportagem interessante da revista Época, contendo várias comparações didáticas sobre preços de diversos produtos mundo afora:
http://revistaepoca.globo.com/Revista/Epoca/0,,EMI142111-15259,00-POR+QUE+TUDO+E+TAO+CARO+NO+BRASIL.html
"Segundo dados da Secretaria de Turismo dos Estados Unidos, os turistas que mais gastaram dinheiro no país em 2009 foram os brasileiros – US$ 4.800 per capita. Ficaram à frente de australianos e japoneses, conhecidos como os maiores gastadores do mundo. De acordo com o empresário gaúcho Henri Chazan, de 40 anos, presidente do Instituto da Liberdade, uma entidade voltada para a defesa da livre-iniciativa e dos direitos individuais, é possível pagar a passagem, de cerca de US$ 1.000 (R$ 1.800) só com a diferença entre os preços nos Estados Unidos e no Brasil. Chazan calcula que quem comprar seis camisas da griffe Tommy Hilfiger, quatro calças de sarja e dois tênis recém-lançados no mercado consegue tirar a passagem praticamente de graça. Lá, segundo ele, as camisas custam R$ 45 (US$ 25) num outlet perto de Miami. Aqui, R$ 150. As calças saem por R$ 55 (US$ 30) lá e por R$ 150 aqui. Os dois tênis custam R$ 300 lá e R$ 1.000 aqui. Some tudo: R$ 1.700 a menos. Chazan diz que recentemente ele e sua mulher compraram um carrinho de bebê Peg-Pérego Pliko P3 em Miami por R$ 410 (US$ 229). No Brasil, ele custa R$ 1.100, quase o triplo. 'Como sou pobre, só compro nos Estados Unidos', brinca. 'Não é consumismo. É que lá é mais barato e o produto é melhor'."
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