domingo, 16 de janeiro de 2011

PSDB: neo-lulista emergente

O PSDB, ao que parece, tirou a semana para me desencantar de vez com a possibilidade de uma oposição política no Brasil...

Primeiro, apareceu essa semana uma nota à imprensa lançada em 2003 na qual o então Presidente Nacional do PSDB, José Aníbal, reclamava do fato de o seu partido, representante dos "quadro progressista" da política nacional, que "respaldaram e apoiaram seu povo contra a tirania de direita que assolou seu país", NÃO TER SIDO CONVIDADO PARA O XXII CONGRESSO DA INTERNACIONAL SOCIALISTA, ocorrido em São Paulo, de 27 a 29 de outubro de 2003.

Leia a nota na íntegra aqui.


Além disso, em uma reportagem da Zero Hora sobre a farra do fundo partidário, fui brindado com esta declaração do atual Presidente Nacional do PSDB, Sergio Guerra:

"Quanto mais recurso público, melhor. Os partidos ficam menos dependentes de pressões ou injunções".



O Lulismo, movimento político baseado em uma concepção corporativista e neo-patrimonialista do Estado cujo marco inicial pode ser assinalado no lançamento da Carta ao Povo Brasileiro, é a ideologia hegemônica na política brasileira. Não existe oposição político-ideológica de verdade no Brasil. Falta capacidade de mobilização à sociedade civil e institucionalização aos partidos. Mas também vergonha na cara. De ambos!

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